quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Causas,Sintomas e Diagnóstico laboratorial


Causas
Não existe uma causa única para todos os tipos de leucemias. Cada tipo de leucemia possui sua própria causa. Suspeita-se de ser causada por fatores diversos, dentre eles: herança genética, desencadeamento após contaminação por certos tipos de vírus, radiação, poluição, tratamento quimioterápico entre outros. Algumas vezes, pensa-se muito a respeito da baixa imunidade (onde células podem destruir células cancerígenas)ou alguma falha no sistema imunológico que fizesse com que alguma célula anormal não fosse destruída e se reproduzisse, dando início ao câncer. Não se pode determinar de forma exata como a leucemia se desencadeia em um indivíduo específico, mas é possível verificar através de seu próprio histórico a possível causa.
Sintomas
Sintomas comuns de leucemia
As manifestações clínicas da leucemia são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas (blásticas) na medula óssea, que infiltram os tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos (ínguas), pele, baço, rins, sistema nervoso central (SNC) e outros. A proliferação rápida das células leucêmicas faz com que estas vão ocupando cada vez mais a medula óssea, não deixando mais as células normais (hemácias, leucócitos e plaquetas) se reproduzirem normalmente e saírem da medula óssea, causando sintomas diferentes a cada tipo da doença, tais como:
Síndrome anêmica: aparecem pela redução da produção dos eritrócitos pela medula óssea.
  Sonolência;
Cansaço;
  Irritabilidade e fraqueza;
  Pouca fome, consequentemente, emagrecimento;
  Palpitações;
  Dores de cabeça;
  Tonturas;
  Desmaios;
  Queda de Cabelos;
  Palidez.
Síndrome trombocitopênica (hemorragias): aparecem pela redução de plaquetas que são de grande importância para a coagulação do sangue, pois evitam os sangramentos.
  Hematomas (manchas roxas) grandes que aparecem sem trauma algum;
  Hematomas (manchas roxas) que aparecem e reaparecem, sucessivamente, após pequeno trauma;
  Petéquias (pequenas pintinhas vermelhas de sangue que aparecem na pele);
 Petéquias dentro da boca;
  Sangramento gengival;
  Menstruação excessiva;
  Algumas vezes, sangue nas fezes;
  Síndrome leucopênica (mais neutropênica):aparecem pela diminuição de leucócitos normais, principalmente os neutrófilos, que atuam na defesa do organismo contra infecções.
 Infecções freqüentes;
  Língua dolorida, machucada;
  Aftas, machucados frequentes que aparecem e reaparecem dentro da boca ou no lábio;
Febre;
  Algumas vezes, suor excessivo durante a noite e gânglios linfáticos saltados;
  Esplenomegalia e/ou Hepatomegalia (alargamento do baço e/ou fígado).
Ocasionalmente, também pode ocorrer:
 Infiltração das células leucemias nos órgãos, tecidos e ossos causando:
  Dor nos ossos;
  Dor no esterno;
  Dor nas articulações;
  Problemas nos órgãos.
Esses sintomas geralmente aparecem em "tríade", ou seja, pelo menos, um sintoma de cada síndrome (anemia, plaquetopenia, leucopenia). Por exemplo, uma pessoa pode apresentar sonolência, manchas roxas e febre. Porém, existem casos raros em que a pessoa apresenta apenas uma anemia normocítica de difícil tratamento.
Diagnóstico laboratorial
Alargamento do baço e fígado em paciente com leucemia.
  Hemograma: ao fazer um exame de rotina, pode-se notar um hemograma anormal sugestivo de leucemia com presença de células imaturas ou uma proliferação excessiva de células aparentemente maduras. O hemograma não serve para classificar a leucemia, mas geralmente é o primeiro exame a ser notado alguma alteração. Também se verifica se há presença de anemia e trombocitopenia.
  Mielograma: É um exame de grande importância para o diagnóstico, através da análise da morfologia das células e com o uso de provas citoquímicas. O mielograma é usado também para a avaliação da resposta ao tratamento, indicando se, morfologicamente, essas células leucêmicas foram erradicadas damedula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas.
  Punção lombar: A espinal medula é parte do sistema nervoso, que tem a forma de cordão, e por isso é chamada de cordão espinhal. A medula é forrada pelasmeninges (três membranas). Entre as meninges circula um líquido claro denominado líquor. A punção lombar consiste na aspiração do líquor para examecitológico e também para injeção de quimioterapia com a finalidade de impedir o aparecimento (profilaxia) de células leucêmicas no SNC ou para destruí-las quando existir doença (meningite leucêmica) nesse local. É feita na maioria das vezes com anestesia local e poucas vezes com anestesia geral. Nesse último caso, é indicado em crianças que não cooperam com o exame.
  Citometria de fluxo: Pesquisa alguns marcadores de superfície das células imaturas. No caso de uma leucemia linfóide aguda é possível saber se a proliferação é de linfócito T ou B.
Epidemiologia
Em 2008 foram estimados cerca de 351 mil casos novos e 257 mil óbitos por leucemia no mundo. No Brasil são estimados 5 novos casos a cada 100 mil homens e 4 a cada 100 mil mulheres. Por causa da diferença no acesso ao tratamento sobrevida após 5 anos é de 43% na Europa Ocidental, mas apenas 24% na América do Sul. Em crianças com acesso a hospitais modernos a sobrevida relativa em 5 anos alcança 80%.

2 comentários:

  1. Gostei do teu post Erica, contém informações que eu desconhecia, e aprendi mais sobre leucemia.

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  2. Gostei desse blog porque aprendi muitas coisas ou seja informações que eu desconhecia , espero que publiques mais informações sobre essa doença a leucemia.

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